Palmeiras descarta ‘socorro’ do Governo Federal após veto às casas de apostas
FUTEBOL BRASILEIRO
Palmeiras descarta ‘socorro’ do Governo Federal após veto às bets no Brasil
Com finanças equilibradas e faturamento recorde, clube alviverde não pretende recorrer à linha de crédito do BNDES; foco está em buscar saídas para manter contrato com patrocinador.
O Palmeiras decidiu que não irá recorrer ao programa de crédito elaborado pelo Governo Federal para amenizar os impactos do veto às casas de apostas no futebol brasileiro. A diretoria alviverde entende que a estabilidade financeira do clube dispensa a necessidade de auxílio estatal para atravessar o momento de readequação do mercado.
A avaliação interna é de que o Verdão possui caixa suficiente para gerir a situação graças ao rigor orçamentário dos últimos anos. O clube encerrou o exercício de 2025 com uma arrecadação recorde de R$ 1,783 bilhão e um superávit acumulado de R$ 292,4 milhões, números que sustentam a decisão de não captar novos recursos financeiros.
O plano de crédito do Governo
Batizado de Programa Nacional de Reestruturação Financeira do Futebol Profissional, o plano governamental prevê a criação de uma linha de crédito federal de até R$ 20 bilhões direcionada a clubes e Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs).
O mecanismo não prevê o perdão de dívidas, mas sim a concessão de empréstimos com juros reduzidos por meio do BNDES. A proposta visa permitir que as agremiações em situação vulnerável troquem débitos de curto prazo e juros altos por financiamentos mais baratos e sustentáveis.
Busca por soluções com patrocinador
Em vez de recorrer a financiamentos, o Palmeiras concentrará esforços na frente institucional e jurídica. O Alviverde pretende unir forças com outros clubes afetados para mapear alternativas que viabilizem a manutenção do contrato com a Sportingbet, empresa que ocupa o espaço máster do uniforme palmeirense desde janeiro de 2025.
Com informações do UOL Esporte (Fabio Lázaro e Flavio Latif)

