— Não é política. Na minha época (jogador), eu cantava o hino (nacional). Fiquei lá ouvindo a torcida do Palmeiras cantando ‘Palmeiras, Palmeiras, Palmeiras’ no Hino Nacional. Para mim, um absurdo. Por que não cantar o Hino Nacional? – disse Jorginho.

 

O mais curioso da ‘cobrança’ de Jorginho é que essa foi a segunda vez que o treinador falou sobre o assunto. Na entrevista coletiva após a vitória por 3 a 1 sobre o Juventude, pela 13ª rodada do Brasileirão, o treinador já havia reclamado da mesma questão.

Em entrevista coletiva após a derrota para o Palmeiras, Jorginho criticou a postura disciplinar da comissão técnica de Abel Ferreira por causa de uma discussão no segundo tempo, justamente no lance da falta que originou o segundo gol do Atlético-GO na partida. Segundo o treinador brasileiro, a comissão técnica portuguesa do Verdão estava desrespeitando o nosso país.

 

— Lamento muito o acontecimento que teve no jogo, discussão minha, do meu auxiliar com o pessoal do Palmeiras. Sou respeitador com o árbitro, mas eles estão faltando respeito com o árbitro, chamaram o árbitro de cego, bateu palma para o árbitro e não aconteceu nada. Relatei para o árbitro. Meu auxiliar tomou cartão, auxiliar deles também levou e quem deveria ser expulso era o Abel. Já não é a primeira vez que ele é expulso — começou Jorginho.

 

— Eu respeito (o Abel Ferreira) como treinador, tem feito um grande trabalho, está de parabéns de ser bicampeão da Libertadores, faz um trabalho maravilhoso, mas o respeito tem que existir comigo, com minha equipe, com o árbitro. Todas as vezes que reclama diz que está dando a favor da gente, mas geralmente é contra a gente. Pedimos uma punição severa e não houve por parte da arbitragem. O quarto árbitro não relatou ao árbitro o que o Abel fez. Não pode acontecer a falta de respeito com árbitro e minha equipe. Não é à toa que ele e toda a comissão são expulsos constantemente. Bater palma para árbitro quer sacanear ele. Me revolta como treinador, brasileiro, vem no nosso país e está desrespeitando o nosso país. Chamou de cego e nada aconteceu. Perdeu é o choro do perdedor, mas quero deixar meu protesto — acrescentou o tetracampeão mundial da seleção brasileira.

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