Palmeiras emite nota contra STJD após denuncia contra o Maurício
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A Sociedade Esportiva Palmeiras recebeu com absoluta perplexidade a denúncia apresentada pela Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) contra o atleta Mauricio.
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Trata-se de uma iniciativa que afronta não só a nossa instituição, mas também a autoridade da arbitragem brasileira. O árbitro de campo e a equipe do VAR analisaram a disputa protagonizada entre o meia palmeirense e o zagueiro Cacá, do Vitória, e concluíram que a aplicação do cartão amarelo era suficiente.
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Se toda interpretação técnica da arbitragem for substituída, dias depois, pela convicção particular de um procurador, para que servem o árbitro de campo e o VAR?
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A denúncia é incompreensível, também, porque a falta que a motivou nem mesmo gerou opiniões consensuais; pelo contrário, dividiu especialistas de arbitragem, ex-atletas e jornalistas.
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Mais grave, porém, é a ausência de critérios demonstrada pelo Tribunal. Na mesma rodada do Campeonato Brasileiro, os atletas Pulgar e Raniele cometeram infrações similares à que ocasionou a denúncia contra o jogador do Palmeiras, como mostram os vídeos a seguir:
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Diferentemente do que fez com Mauricio, no entanto, o STJD respeitou as decisões da arbitragem envolvendo os jogadores de Flamengo e Corinthians. Chegamos, assim, à inevitável pergunta: por que somente Mauricio será julgado?
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Não existe justiça quando infrações iguais recebem tratamentos distintos. A atuação da Procuradoria passa a impressão de que determinados episódios merecem atenção extraordinária enquanto outros podem ser ignorados.
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Se o nosso camisa 18 foi denunciado por uma falta passível de cartão amarelo, por que os lances a seguir passaram incólocos perante o órgão?
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Não é a primeira vez que nos vemos obrigados a questionar o STJD. A desproporcional punição imposta ao técnico Abel Ferreira e as recentes suspensões aplicadas aos atletas Allan e Paulinho – somadas agora à denúncia contra Mauricio – reforçam a percepção de que faltam equilíbrio e isonomia nas condutas do Tribunal envolvendo o nosso clube.
O Palmeiras sempre respeitou as instituições, mas exige respeito. Não aceitaremos calados que limites institucionais sejam extrapolados e que medidas descabidas prejudiquem o trabalho de excelência desenvolvido por nossos profissionais.

